A Supertaça Cândido de Oliveira de 2026 não desiludiu. No palco do Estádio Municipal de Aveiro, FC Porto e SL Benfica protagonizaram um clássico digno de abertura de época, com os Dragões a levarem a melhor numa reviravolta emocionante. O 2-1 final espelha uma partida de duas partes distintas, onde a capacidade de adaptação e a profundidade tática de Sérgio Conceição foram decisivas.
O Benfica entrou melhor, dominando os primeiros 30 minutos com a sua habitual intensidade e transições rápidas. Rafa Silva, em grande forma, abriu o marcador aos 22 minutos, capitalizando um erro na saída de bola portista. A equipa de Roger Schmidt parecia ter o controlo, com João Neves a orquestrar o meio-campo e Di María a criar perigo pelas alas. No entanto, a incapacidade de 'matar' o jogo viria a custar caro.
O FC Porto, por seu lado, mostrou uma resiliência notável. Após um primeiro tempo apático, a entrada de Galeno ao intervalo e a mudança para um 4-4-2 mais agressivo transformaram a equipa. Mehdi Taremi, sempre um perigo na área, empatou a partida aos 58 minutos, após uma assistência magistral de Otávio. O golo galvanizou os Dragões, que passaram a dominar as operações. A pressão alta e a recuperação rápida da bola sufocaram o meio-campo benfiquista, que perdeu a capacidade de reação.
O golo da vitória surgiu aos 79 minutos, com Evanilson a finalizar de cabeça um cruzamento perfeito de Pepê. A explosão de alegria no banco portista e nas bancadas azuis e brancas era palpável. \"Foi uma vitória da crença, da nossa identidade. Nunca desistimos, mesmo quando as coisas não corriam bem. Esta Supertaça é para os nossos adeptos, que nos empurraram até ao fim\", afirmou Sérgio Conceição, visivelmente emocionado, na conferência de imprensa pós-jogo.
Do lado encarnado, a desilusão era evidente. Roger Schmidt reconheceu os erros: \"Começámos muito bem, mas não fomos eficazes o suficiente. O Porto soube reagir e nós perdemos o controlo. É uma lição dolorosa, mas temos de aprender com ela para o resto da temporada.\" A Supertaça é um troféu, mas também um barómetro. Para o Porto, é um início de época promissor; para o Benfica, um alerta para os desafios que se avizinham.